quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Para Adriana no seu aniversário, com amor

Forte. Uma das mulheres mais fortes que eu conheço (e uma das mais cheirosas também). Parece ter vestido um escudo, onde só ficam à mostra seus belos e misteriosos olhos castanhos. Gosto de teus sapatos e de teus atos, e quando sorris é tão sincero... Ágil, esperta e muito inteligente. Te considero quase uma "professora", um exemplo pra mim (mesmo que não queiras, é inevitável). Desculpe-me, mas por falta de experiência profissional ainda não consigo separar "amigos" de "colegas de trabalho". Então eu digo: gosto demais de ti, nunca vou esquecer desse tempo em que convivemos, tudo o que aprendi contigo. Quero que sejas muito feliz, tenhas muita saúde, paz, AMOR! E lembres sempre que eu faço qualquer coisa que pedires, afinal, sou tua secretária. Te amo. PARABÉNS.

Bruna Carolina
30 de outubro de 2008

é a única foto que temos juntas, infelizmente

sábado, 25 de outubro de 2008

Profissão Colorida

A cabeça põe no chão
Vira uma cambalhota
Olha pra criança
E conta uma lorota

Brincadeira sadia
A alma nunca vazia
Recompensa ver esperança
Nos olhos de uma criança

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Das noites


Um pequeno pingo de chuva

Sobre minha cabeça caiu

E eu senti como se fosse o dia

Que pela última vez a gente riu


Tínhamos o sol

Mas dele não conseguimos nada

Aproveitamos a chuva

Para pedir mais uma rodada


Do vinho

Que desce a garganta de mansinho

E embriaga o coração

De álcool e emoção.

sábado, 18 de outubro de 2008

more than words

Escrevo hoje sobre a falta do que escrever: não há nada pior. Nada pior do que te faltar inspiração, quando não te falta assunto. Eu quero escrever sobre algo diferente, algo que não seja o amor, sentimento presente na minha cabeça na maior parte do tempo. Mas nada me vem.
Escrevo, então, sobre a falta de palavras. Olho para esse quadrado branco onde poderia despejar tudo o que vejo, sinto, mas hoje despejo o nada.

Lendo essas linhas é como se nada estivesse escrito, tamanho o vazio destas palavras. Das minhas palavras, que deveriam fazer todo o sentido para mim, mas não fazem. Hoje não fazem.

sábado, 11 de outubro de 2008

Natureza Interrompida

As árvores que estavam aqui, agora viraram retratos
em uma parede de cimento.
Tudo o que aqui habitava se foi, virou cidade, comunidade,
vida urbana, e uma lembrança, um sentimento.

Quero voltar para o campo, e quero que o campo volte para mim.
Quero uma vida saudável!
Ar respirável, quero desse jeito e quero assim.

A cidade me deixa triste, tristeza no fundo da alma.
Lembrar do meu campo toda hora, é o acalento que me apavora.
E desse jeito termino por dizer
que hoje o jeca chora quando vê que a sua natureza, interrompida,
agora respira sem vida.


Bruna Carolina e Tiago Odorizzi - 2006
Língua Portuguesa e Literatura, 2º ano E. E. B. Luiz Delfino

domingo, 5 de outubro de 2008

A nuvem

Olhando pela janela, vejo uma enorme nuvem negra que não me dá medo, pois já sei o que vem pela frente. Quero registrá-la. Impossível com imagens, então...com palavras, quem sabe? É gigante. O sol se esconde, temendo-a. Eu não. Caminho, descalça, até o meio da rua e a expio, faço-a me notar, já que vem em minha direção.

Carrega consigo milhares de pequenas gotas que vão fazer a felicidade de milhares de pequenas plantas, mas a infelicidade de alguns pequeno humanos.

Ô, nuvem, nos dê uma trégua, por favor. Você é bonita, porém melancólica. Queremos o sol malvado, porém alegre. Só um pouquinho, até secar-nos.

Se não for assim, vou ter que trocar a minha cama por uma canoa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Nessa noite que não parece noite
Essa lua que mais parece um sol
Vamos, então, de maos dadas
Enfrentar os nossos medos

Não temas mais a solidão
Nem o perigo da ilusão
Querido, eu te acompanho
Levando-te no meu coração